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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Grande Mancha Vermelha de Júpiter

Todo mundo escuta falar até quase que todos os dias sobre o aquecimento global que vem crescendo cada vez mais na Terra durante os últimos anos. Todos escutam atentamente o que é preciso fazer para evitar o seu avanço e suas consequências, porém quase nenhum habitante deste único planeta do Sistema Solar com vida faz alguma coisa contra esse mal. O Greenpeace luta um pouco ali e meia dúzia de gente recicla algum lixo por ali, o executivo magnata não é louco de deixar o carro na garagem, a madame cheia de empregada que trabalha em casa não dispensa o luxo de ter um ar condicionado no seu mini-escritório improvisado. Se a pilha acaba ou a bateria do celular não tem mais jeito elas vão direto para a lixeira, esperar centenas de anos para se decompor. As pessoas não ligam a mínima porque acham que nada de mais grave vai acontecer, se é que já não está acontecendo.

O Brasil costuma se orgulhar de ser um país isento das catástofres naturais. Aqui não tem Furacão, aqui não tem Vulcão e aqui não tem Terremoto, viva !! Estamos todos salvos !!! nada poderá nos afetar não é mesmo? Errado, vejam estas devastações que as chuvas estão causando no Sul e Nordeste do país, arrasando cidades, destruindo tudo que muitos levaram anos para construir. Casas, prédios, tudo se vai, não tem mais escolas e tão pouco hospitais, tudo está sendo destruído e isso é consequência do tão famoso aquecimento global. As desgraças já estão acontecendo em decorrência disso e ninguém está se dando conta, o povo precisa acordar de uma vez, porém já dizem que mesmo que isso ocorra o pior não será evitado, já que o ponto de retorno foi ultrapassado a muito tempo, não tem mais jeito, pobre Indonésia.

Já não bastava o recente Tsunami que arrasou a região, um outro teve que vir arrasar tudo novamente. Samoa vai pelos ares, a população que já sofre no dia a dia acaba por sofrer muito mais. Um corre corre danado pra tudo que é lado, é hora de fugir da onda gigante e evitar uma morte certa, mas isso é pouco, os terremotos que aconteceram em auto mar agora ocorrem em terra firme, mais destruição, mais tristeza, mais dor e muito mais sofrimentos. Não se engane, pois este não é o fim de toda a tragédia, o super Tufão vem aí, um Tornado arrasador com ventos de mais de 200 Km/h está chegando para acabar com tudo que consegui resistir. A Terra que vê um dia com frio demais e outro com um calor infernal, sofre com seu clima maluco e instável, pior mesmo sería morar em Júpíter.

As condições climáticas na Terra mudam em consequência das ações do próprio ser-humano, principalmente no último século onde desenvolveu demais sua tecnologia, mas em Júpter, o planeta gasoso, formado por hidrogênio em pelo menos 85% de sua composição, a coisa é muito mais feia do que por aqui. São tempestades gigantescas por toda a parte do planeta, que é disparado o maior de todo o Sistema Solar, para se ter uma idéia de sua dimensão exorbitante ele podería abrigar em seu interior caso fosse oco. Todos os outros planetas que giram em torno do Sol, a tempestade Oval Branca por exemplo tem exatamente o tamanho de todo o pleneta Terra, que somado a mais um ficaria do tamanho da tempestade logo acima, a temida Grande Mancha Vermelha.

Descoberta em 25 de janeiro de 1979 pela Voyger 1, a Grande Mancha Vermelha existe a pelo menos 500 anos. Ela pode ser vista perfeitamente na superfície do planeta e possui características para não se dissipar jamais, onde a principal explicação é a de que continua existindo pela falta de atrito com uma superfície solida. Exceto pelo fato de que seus ventos andam em direções opostas, e aí é que os cientistas ficam intrigados, tão surpreendidos por isso quanto pela velocidade dos ventos no núcleo do temido furacão, que chega a nada menos 600 Km/h, suficiente para devastar qualquer coisa, porém nada existe lá para ser devastado. Assim ela se torna mais bela do que horrorosa, afinal quem iria aguentar os -108 ºC que fazem por lá.

O planeta Júpiter e sua Grande Mancha Vermelha são fascinantes, assim como todas as outras tempestades e mistérios do Universo. Porém dotados de uma imensidão que fica difícil de imaginar na Terra, ou talvez não, dada tanta destruição causada todos os anos por nossas pequenas grandes catástrofes naturais. Mesmo assim não podemos deixar de pensar que tudo não passa de uma consequência dos nossos próprios atos, se não houvesse nada construído, nada sería destruído. Assim como há milhões de anos acontece em Júpiter, já que tudo faz parte das forças na natureza, acontecem por uma determinada razão e recebem o simpático nome de "Catástofres Naturais", mas a pergunta que fica é: Essas tais ações da Mãe Natureza são naturais mesmos ou são consequências do nosso conforto? As mudanças causadas pelo Aquecimento Global já começaram, é hora de acordar de uma vez por todas.

Eu vou sair por aí viajando pelo Universo

Eu fui da Terra até Plutão, passei por Urano, Netuno e até Saturno. Eu cansei de Marte, cansei de Mercúrio, vou sair por aí sem rumo, vou viajar por todo o Universo, por essa imensidão sem fim que ninguém sabe nem o tamanho exato que tem. São muitas galáxias, muitas estrelas, até onde vai tudo isso? Desde o Big Bang é a mesma coisa, antes não se sabe o que havia, depois ainda não se conseguiu determinar ao certo o que há de fato. Será que o Universo todo tem mesmo um raio de 13,7 bilhões de anos-luz? Ou será que os estudos que apontam nada menos que 78 bilhões estão mais corretos? isso daria uma distância exorbitante de estupendos 156 bilhões de anos-luz de ponta a ponta, mas espera aí, não disseram que o Universo era infinito? sem bordas.

Acredite, se não existe borda é claro que não existe centro. A Terra não é o centro e certamente se daqui só é possível enxergar 13,7 bilhões de anos-luz a diante, fica mais do que claro que a coisa toda vai mais longe do que isso. E o mais incrível é que só nesse "pedacinho" do nosso querido Universo, existem bilhões de galáxias, cada uma, incluindo a nossa adorada Via-Láctea, conta com cerca de 200 a 500 bilhões de estrelas. Todas muito parecidas com essa estrela aí pertinho de Terra, o Sol claro, tudo isso dentro da nossa própria galáxia, que se multiplicarmos pelo número total de galáxias da um absurdo de 10 sextilhões de estrelas, um 10 seguido de 21 zeros.

E pensar que outro dia mesmo o Mundo todo celebrava a chegada do homem à Lua. Completamos 40 anos do grande feito de Neil Armstrong e seus célebres companheiros desconhecidos, mas não menos importantes pois junto com o comandante foram recebidos pelo presidente dos Estados Unidos Barack Obama. "Yes, we can", claro que podemos, podemos chegar à Lua, podemos viajar por aí, construir um Estação Espacial Internacional, gastar bilhões de dólares e continuar sonhando com a conquista de Marte. Viva o telescópio Hubble, que nos proporcionou belíssimas imagens do Universo, de lugares que não iremos chegar tão cedo.

Proxima Centauri está bem ali, é a próxima estrela mais perto da Terra depois do nosso astro rei maior, o dignissimo Sol. Ela está localizada a nada menos do que pasmem, 4,2 anos-luz de distância da Terra. E para saber exatamente o quanto é isso eu conto para vocês, o famoso ano-luz corresponde a uma distância equivalente à 9,5 trilhões de quilômetros, é muito quilômetro, imagina multiplicado por 4,2? Agora imagina de 200 a 500 bilhões de estrelas com essa média de distância uma das outras, ou talvez não seja tão longe uma das outras como são do Sol, mas mesmo assim da pra ter uma idéia do tamanho da Via-Láceta. E pensar que são bilhões de galáxias em todo o Universo, é muito grande. Tem mais estrelas no Universo do que grão de areia na face da Terra.

Acho que já estou desistindo dessa idéia da viajar pelo Universo à fora, só se eu pudesse ir na velocidade da luz. Mas aí seria um perigo, dizem que o Universo é curvo, dizem que se eu andar em linha reta posso ir parar justamente no mesmo lugar onde comecei. Sem falar na força gravitacional, além do que não posso esquecer da teoria da relatividade, do nosso inesquecível Albert Einstein, ou seja, eu poderia também estar viajando no tempo, indo para o futuro, quem sabe lá eles já não conseguem enxergar mais do que 13,7 bilhões de anos-luz pra cada lado. Quem sabe lá já não determinaram o tamanho exato do Universo, algo que certamente não ajudaria em nada nessa viagem.

Se existem tantas estrelas nessa imensidão de Universo, provavelmente existe tantos planetas quanto. Será que em algum desses planetas existe vida? Ou possibilidade de vida pelo menos? O ser-humano mais uma vez com sua fraca expansão de senso fica tentando provar que algum dia existiu água ali em Marte. Santa paciência, mal sabe ele o que pode haver há 10, 20 ou até 50 bilhões de anos-luz da Terra. O Universo tem muitos e muitos mistérios, o homem tenta explorá-lo com imagens e até com a presença física, mas vai demorar muito para conseguir descobrir alguma coisa bem interessante. Muito mais fácil acabar sendo descoberto antes, afinal indícios de visitas extra-terrestres é o que mais se tem visto nos últimos 100 anos de vida na Terra.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Um dia o Sol vai parar de brilhar

Você é um pessoa inteligente, culta, estudada ou um distraído qualquer que não sabe o que é o Sol? Esse aí amarelão que brilha todos os dias e te acorda quase sempre com essa insuportável claridade. Ele é a mesma coisa que aquelas pequenas luzes brancas que brilham apenas à noite, ou seja, uma estrela. Sim, é isso mesmo, o Sol é uma estrela, e porque você vê o Sol amarelo e as estrelas brancas? Simples, pela distância, afinal o Sol está aí do lado, 150 milhões de quilômetros da Terra, e as outras estrelas muito, mas muito mais longe. Porém assim como todas elas, o Sol vai acabar um dia, vai enfim parar de brilhar.

Salve-se quem puder, corram para as colinas, coloquem protetor solar fator cinco mil, enfim façam alguma coisa para escapar dessa catástrofe do Planeta Terra. Quem sabe orbitar em outros planetas como eu aqui em Plutão, difícil pois este provavelmente vai sumir também. Talvez então a salvação seja viver em um universo paralelo, viajando por um Buraco de Minhoca ou quem sabe mergulhando de cabeça em temido Buraco Negro, pois se ficar vai se queimar, vai tostar ou vai derreter completamente, pois tudo vai ficar muito quente, queimando intensamente no calor ardente do Astro Rei.

Se você não sabia que o Sol é um estrela, provavelmente não sabe que ele existe há muito tempo. São nada menos que 4,5 bilhões de anos, com um ciclo de existência pré-determinado, mas ainda não calculado com exatidão. Alguns dizem um total de 11 bilhões de anos de existência pra ele, outros acreditam que mais três ou quatro bilhões do anos ele já comece à morrer. Assim como todas as estrelas morrem um dia. E esse processo todo é quente, muito quente, e não vai só aquecer muito mais a Terra, ele vai engolir o Planeta Água todinho.

O hidrogênio dura muito hein, ele está lá queimando intensamente no Sol. Dizem que o Sol produz a cada segundo uma energia suficiente para atender toda a população da Terra durante toda sua existência. Isso é absurdamente incrível, mas o hidrogênio um dia vai parar de queimar, e é aí que a coisa pega. Sua monstruosa força de gravidade vai agir e seu raio irá aumentar. Nesse período ficará cada mais quente, passará a ser algo que hoje é conhecido como Gigante Vermelha, ficando tão grande que ocupará o espaço físico onde hoje está o planeta Terra.

Sendo assim a Terra será literalmente sugada pela estrela Sol, que estará nesse momento transformando Hélio em Carbono. Mas o Hélio também vai acabar, e aí sim o sol finalmente começará a se esfriar. Assim como o seu centro, morrendo enfim e se tornando no que hoje os cientistas chamam de anã branca, uma coisa básica que acontece muito por aí, com muitas estrelas que existem por aí, tão longe que sua luz demora uma eternidade para chegar na Terra. Isso significa que ela já pode até ter virado uma supernova e você ainda continua a vendo como um estrela bonitinha no céu.

Se daqui a tantos bilhões de anos o ser humano conseguiu sobreviver e perpetuar a espécie, provavelmente conseguiu também estar bem longe da Terra quando esta chegar ao seu fim trágico. Quem sabe lá no centro da nossa galáxia, que está a 33 mil anos-luz de distância do Sol, espaço suficiente para não ser atingido por ele. Mas tomando cuidado para não ser atingido também pela morte de outras estrelas, que emitem a luz inevitavelmente necessária para a continuidade da nossa espécie, uma espécie tão 'educada' e 'cordial' que tem muito mais possibilidade de se auto-aniquilar bem antes de conseguir desenvolver tal capacidade de sobreviver nos bilhões de anos que vem pela frente.